domingo, 8 de novembro de 2009

“Apesar de dividido entre o senso moral imposto pela sociedade e a força do inconsciente, o homem ocidental forjado no culto ao racionalismo, ilude-se com a sua suposta autonomia “consciente” (...) e crê poder separar-se do “real”, ou seja, crê poder olhar o “real” e o outro com olhos neutros; crê, em suma, poder “descobrir” “verdades” que não sejam construídas por ele mesmo, nem “contaminadas pelo seu desejo.”
(Rosemary Arrojo, O signo desconstruído)

sábado, 31 de outubro de 2009

Lisbela

Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher, dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matinê verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amar é parecido com sofrer - Luís Melodia escreveu, não foi? Machado de Assis toca nisso na súbita consciência do amor entre Bentinho e Capitu:
" Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela boca."
Isso: felicidade e medo, a sensação de tocar por instantes um mistério sempre movente, como um fotograma que pára por um instante e logo se move na continuação do filme. Sempre senti isso em cada visão de mulheres que amei: um rosto se erguendo da areia da praia, uma mulher fingindo não me ver, mas vendo-me de costas num escritório do Rio... São momentos em que a "máquina da vida" parece se explicar, como se fosse uma lembrança do futuro, como se eu me lembrasse ali, do que iria viver.
Esses frêmitos de amor acontecem quando o "eu" cessa, por brevíssimos instantes, e deixamos o outro ser o que é em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto, dormindo, e isso despertam em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso próprio desamparo, entrevisto no outro.

domingo, 23 de agosto de 2009

Através de Clarice Lispector

"[...] Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada[...]"

sábado, 25 de julho de 2009

Relatos de um sentimento mudo II

Mas convenhamos, a vida nos faz tão pequenos. Nos preparamos para muito e choramos por menos

domingo, 12 de julho de 2009

Relatos de um sentimento mudo

Ela vai mudar, vai gostar de coisas que ele nunca imaginou.
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou.
Pelo jeito não descarta uma nova paixão.
Mas espera que ele ligue a qualquer hora.
[...]
Ela vai ter medo de que um dia ela vá mudar,
E que aprenda a esquecer sua velha paixão!

domingo, 21 de junho de 2009

Se nada é arriscado, não se consegue nada

terça-feira, 16 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Who Will Believe In My Verse In Time To Come

Who will believe my verse in time to come,
If it were fill'd with your most high deserts?
Though yet heaven knows it is but as a tomb
Which hides your life, and shows not half your parts.
If I could write the beauty of your eyes,
And in fresh numbers number all your graces,
The age to come would say 'This poet lies;
Such heavenly touches ne'er touch'd earthly faces.'
So should my papers, yellow'd with their age,
Be scorn'd, like old men of less truth than tongue,
And your true rights be term'd a poet's rage
And stretched metre of an antique song:
But were some child of yours alive that time,
You should live twice, in it, and in my rime.

Shakespeare's Sonnet: 17

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um Dia

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela....
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século e esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos,
para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito naquele momento.
Não existe hora certa para dizer o que sentimos se quem estiver te ouvindo não te compreender, não te merecer...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana

domingo, 7 de junho de 2009

As vezes escondido a gente chora e chora sem mesmo saber o porque
Condicional

Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo o céu,
Fiz de tudo o cais.
Dei-te pra ancorar,
Doces deletérios
E quis ter os pés no chão.
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá.
É botão de flor.
O sabor de fel é de cortar.
Eu sei, é um doce te amar,
O amargo é querer-te pra mim.
Do que eu preciso é lembrar, me ver.
Antes de te ter e de ser teu.
Muito bem... quis nunca te ganhar.
Tanto que forjei
Asas nos teus pés.
Ondas pra levar.
Deixo desvendar
Todos os mistérios.
Sei, tanto te soltei,
Que você me quis.
Em todo lugar,
Lia em cada olhar,
Quanta intenção.
Eu vivia preso.
Eu sei, é um doce te amar,
O amargo é querer-te pra mim.
Do que eu preciso é lembrar, me ver.
Antes de te ter e de ser teu.
O que eu queria,
O que eu fazia,
O que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o que?
Não sei mais!
Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais.
E mesmo assim eu sei tão bem.
Existe alguém pra me libertar.

Rodrigo Amarante

terça-feira, 2 de junho de 2009

Crise Econômica



Alô, Alô, Marciano

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra.
Você não imagina a loucura.
O ser humano ta na maior fissura porque.
Tá cada vez mais down o high society.


Down, down, down.
O high society.


Alô, alô, marciano.
A crise tá virando zona.
Cada um por si todo mundo na lona.
E lá se foi a mordomia.
Tem muito rei aí pedindo alforria porque.
Tá cada vez mais down o high society.


Down, down, down.
O high society.


Alô, alô, marciano.
A coisa tá ficando russa.
Muita patrulha, muita bagunça.
O muro começou a pichar.
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá.
Tá cada vez mais down o high society.


Down, down, down.
O high society.


Alô, alô, marciano.
Aqui quem fala é da Terra.
Pra variar estamos em guerra.
Você não imagina a loucura.
O ser humano ta na maior fissura porque.
Tá cada vez mais down o high society.


Down, down, down.
O high society.
Elis Regina

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
Não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só...

Florbela Espanca

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Show na língua portuguesa!



Um homem rico estava muito mal, agonizando.. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.'
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3)
O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença..."

sexta-feira, 20 de março de 2009

Novo Acordo Ortográfico

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

E Tudo Mudou ...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TVBaby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz......
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças
Luis Fernando Veríssimo

sábado, 7 de fevereiro de 2009

" Somos quem podemos Ser"

Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva...
Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser...
Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência.
E você...
O que pensa disso?
Que desafio, hein?

"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem)

Clarice Lispector

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Até Quando?"


Um "espetáculo" violento, cruel e sanguinário sob o disfarce da "tradição", continuará acontecendo?
. É uma afronta à sensibilidade daqueles que têm consciência dos direitos e sentimentos dos animais. Infelizmente as touradas vêm se expandindo muito. Há touradas na Espanha, Portugal, França, Equador e Peru.


"Lei Taurina" no Peru, amparada no Decreto Lei nº 821, considera as touradas como "Espetáculo Público Cultural" reconhecido pelo Instituto Nacional de Cultura do Peru.



Se tourada é cultura, canibalismo é o que?



A crueldade, jamais poderá ser considerada "arte" ou "cultura". A violência é a negação da inteligência. Uma sociedade justa não pode admitir atos eticamente reprováveis (mesmo que seja parte de uma tradição).


Tourada deveria ser crime, não cultura!





Tenho esperança que esta crueldade esteja chegando ao fim, enquanto isso, milhares de animais estão sendo sacrificados, para alegrar uma nação.



http://jovemnerd.ig.com.br/news/extra-extra/espanhois-ficam-pelados-contra-as-touradas.php

" Duvido, portanto penso."

Poeta plural, cujo alcance e profundidade não param de impressionar. Falar de Pessoa é falar de um e de muitos, o poeta dos heterônimos é multiplicidade modernista do século XX. Fernando Pessoa não foi só um poeta, foi um prosador, empresário e inventor.

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Heterônimos...
Alberto Caeiro, o pastor-poeta afirma a capacidade de interrogar a realidade.


Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Álvaro de Campos, vivencia em sesações todo o seu desengano em relação ao mundo.


Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o infinito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...






Ricardo Reis, sua visão de mundo complexa e contraditória, o eleva à consciência ilimitada do amor e do gozo.


Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se cabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

" Coisas da Vida. "


Ficamos com raiva da vida e passamos a olhar o mundo como um buraco fundo e escuro no qual vivemos.

Nos decepcionamos muito com a vida, e pensamos que ela já não vale mais a pena, e de repente descobrimos que o mundo e mais triste e mais sombrio do que imaginávamos.

Nos fechamos, nos calamos, nos escondemos, fechamos os nossos olhos a espera de um milagre, que nem sempre acontece.Só que um belo dia descobrimos que há um jeito de iluminar o tal buraco. É uma coisa bem simples, ao alcance de todos, que ilumina a todos que estão por perto, um simples sorriso, o primeiro passo para a felicidade. Só que não adianta sorrir somente, o mais importante é olhar para o buraco escuro e sorrir, estendendo a mão para que muitos a segurem é comecem a sorrir. Assim podemos, com um sorriso, transformar esse buraco em um belo paraíso.



Hoje, quando acordei me deparei com este belo e sincero sorriso, é o presente mais valioso que Deus me dá todas as manhãs.
Comecei a refletir, percebi que o no mundo não existe só eu, e que existem pessoas com sérios problemas, e nem por isso desistiram dos seus objetivos. Neste momento, posso não estar ao lado de quem amo, ter a profissão tão desejada, nem a saúde perfeita.
Porém, estou viva posso lutar, e conseguir tudo o que quero. Só preciso de tempo e muita paciência para que isso aconteça.

" Seja um idiota "

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!... Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor