quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Excertos

"E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? (...) Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, pré-determinado, que não pode ser violado."

sábado, 11 de setembro de 2010

Tradutores, afinal, quem somos?



Somos construtores de pontes,
Pontes de palavras, de idéias, de conceitos,
Nossa função?
Reescrever, de modo imperceptível,
Transformar originais em originais,
Redigir o impossível,
Recriar o imponderável,
Nossa sina?
O anonimato, a invisibilidade, o silêncio,
Nosso grande erro?
Ansiar sermos reconhecidos, identificados, percebidos…
Se reconhecidos formos, é por termos deixado nossas pegadas no texto,
Não mais sendo invisíveis, fatalmente estaremos errando,
Tradutores?
Quem somos, afinal?
Construtores de pontes,de palavras, de idéias, de conceitos,
Anônimos, invisíveis, silenciosos,
Assim somos, fomos, seremos,
Até o dia em que o brilho de nossa invisibilidade rompa
definitivamente o silêncio que nos mantém incógnitos,
Neste dia…bem, neste dia o sol e a lua, juntos, brilharão a mais
linda luz jamais vista.
E nós, ofuscados por tanta claridade, continuaremos construindo nossas pontes,
de palavras, de idéias, de conceitos,
de silêncio,
de contentamento.

Autor: Desconhecido

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Relação de Bolso"

Este tipo de relação pode ser encarado como “encarnação da instantaneidade”. É uma relação curta, de conveniência, em que não é preciso esforço para mantê-la. A pessoa entra consciente de que não pode se apaixonar e se isso acontecer é um sinal de que está na hora de partir para outra. Uma relação assim se tira ou coloca no bolso na hora em que achar melhor, dependendo da conveniência.
A relação de bolso é mais um exemplo do caráter consumista que assumiram as relações modernas. O consumismo não tem a ver com acumulação, mas com descarte. Em um mundo de novidades constantes, o uso de uma mercadoria é menor que sua validade, pois ela tem que ser descartada rápido, assim que surgir algo novo no mercado.
Assim são nossos relacionamentos, descartamos antes que tenham “perdido o prazo de validade”, por que há outras pessoas a conhecer, novas oportunidades de êxtase para se experimentar.
Dessa maneira, a união sexual se torna um episodio, e por isso, não depende do passado e não tem ligação nenhuma com o futuro. Mas há de se dizer que um episódio não está condenado a ser sempre um episódio. Dele pode surgir a oportunidade de continuidade do relacionamento.


Escrito por Giovana Montezelo, baseado no livro Amor Liquido: sobre a fragilidade dos laços humanos de Zigmunt Bauman.

sábado, 10 de abril de 2010

CUIDA DE MIM

O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

ITAPUÃ





Praia de Itapuã. Salvador-BA

Faço minhas as palavras do poeta. Isso basta para descrever o quanto é lindo este lugar
.

Tarde em Itapoã
Vinicius de Moraes.

"É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã [...]"

domingo, 8 de novembro de 2009

“Apesar de dividido entre o senso moral imposto pela sociedade e a força do inconsciente, o homem ocidental forjado no culto ao racionalismo, ilude-se com a sua suposta autonomia “consciente” (...) e crê poder separar-se do “real”, ou seja, crê poder olhar o “real” e o outro com olhos neutros; crê, em suma, poder “descobrir” “verdades” que não sejam construídas por ele mesmo, nem “contaminadas pelo seu desejo.”
(Rosemary Arrojo, O signo desconstruído)

sábado, 31 de outubro de 2009

Lisbela

Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher, dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matinê verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão