sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quando Eu Te Encontrar

Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar
Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravazar, de demonstrar
Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer
Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um "C"
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ideal de Vida

“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.”

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Excertos

"E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? (...) Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, pré-determinado, que não pode ser violado."

sábado, 11 de setembro de 2010

Tradutores, afinal, quem somos?



Somos construtores de pontes,
Pontes de palavras, de idéias, de conceitos,
Nossa função?
Reescrever, de modo imperceptível,
Transformar originais em originais,
Redigir o impossível,
Recriar o imponderável,
Nossa sina?
O anonimato, a invisibilidade, o silêncio,
Nosso grande erro?
Ansiar sermos reconhecidos, identificados, percebidos…
Se reconhecidos formos, é por termos deixado nossas pegadas no texto,
Não mais sendo invisíveis, fatalmente estaremos errando,
Tradutores?
Quem somos, afinal?
Construtores de pontes,de palavras, de idéias, de conceitos,
Anônimos, invisíveis, silenciosos,
Assim somos, fomos, seremos,
Até o dia em que o brilho de nossa invisibilidade rompa
definitivamente o silêncio que nos mantém incógnitos,
Neste dia…bem, neste dia o sol e a lua, juntos, brilharão a mais
linda luz jamais vista.
E nós, ofuscados por tanta claridade, continuaremos construindo nossas pontes,
de palavras, de idéias, de conceitos,
de silêncio,
de contentamento.

Autor: Desconhecido

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Relação de Bolso"

Este tipo de relação pode ser encarado como “encarnação da instantaneidade”. É uma relação curta, de conveniência, em que não é preciso esforço para mantê-la. A pessoa entra consciente de que não pode se apaixonar e se isso acontecer é um sinal de que está na hora de partir para outra. Uma relação assim se tira ou coloca no bolso na hora em que achar melhor, dependendo da conveniência.
A relação de bolso é mais um exemplo do caráter consumista que assumiram as relações modernas. O consumismo não tem a ver com acumulação, mas com descarte. Em um mundo de novidades constantes, o uso de uma mercadoria é menor que sua validade, pois ela tem que ser descartada rápido, assim que surgir algo novo no mercado.
Assim são nossos relacionamentos, descartamos antes que tenham “perdido o prazo de validade”, por que há outras pessoas a conhecer, novas oportunidades de êxtase para se experimentar.
Dessa maneira, a união sexual se torna um episodio, e por isso, não depende do passado e não tem ligação nenhuma com o futuro. Mas há de se dizer que um episódio não está condenado a ser sempre um episódio. Dele pode surgir a oportunidade de continuidade do relacionamento.


Escrito por Giovana Montezelo, baseado no livro Amor Liquido: sobre a fragilidade dos laços humanos de Zigmunt Bauman.

sábado, 10 de abril de 2010

CUIDA DE MIM

O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo.